Por Fábio Grando

Só para completar a palhaçada do STJD nesta semana ocorreram mais três julgamentos no mínimo curiosos. No primeiro, um caso inédito, Paulo Pelaipe, vice-presidente de futebol do Grêmio foi julgado por fazer criticas na imprensa sobre os auditores do tribunal. Resultado tomou uma suspensão de 360 dias sem poder exercer suas funções nos vestiários. Detalhe, quem julgou foram os mesmos auditores criticados pelo dirigente gremista. Estranho não poder mais emitir opiniões. Seria a volta da censura?
No segundo julgamento o Flamengo perdeu um mando de campo pelos fatos ocorridos na partida contra o Grêmio, aonde um torcedor arremessou uma lata no bandeirinha. A punição devera ser cumprida no jogo com o Atlético Paranaense no dia 25/11. Com isso os cariocas jogarão com portões fechados sem poder contar com o 12º jogador que tem sido o ponto forte do time. Mas como Flamengo é Flamengo, os dirigentes rubro-negros alegam que já foram vendidos mais de 30 mil ingressos para este jogo. Querendo assim adiar a punição para 2008. Ai fica fácil. Alguém duvida que isso aconteça?
E para encerrar o espetáculo do tribunal, mais um jogador do Grêmio foi punido. Ate ai normal, mas acreditem, ele foi punido pelas declarações de um radialista. Isso mesmo não se tem imagens para provar, apenas à palavra do repórter. A agressão teria ocorrido ao final da partida entre Atlético Paranaense e Grêmio. Segundo o repórter (de uma rádio paranaense) o atleta tricolor Eduardo Costa teria dado uma voadora em Claiton do Atlético. O fato é que não tem imagem pra provar e nem a arbitragem viu a confusão, coisas básicas e necessárias para se condenar alguém, provas. Ah sabem quem confirmou a versão do radialista? O próprio Claiton e o presidente do time paranaense. Mas o Eduardo Costa não tem porque se preocupar, quem sabe ele faz igual ao Flamengo e só cumpre a suspensão a partir de 2008.
Eduardo Costa, 120 dias suspenso
Com o final do campeonato chegando e muitos interesses em jogo é só aguardar as próximas palhaçadas do STJD. Afinal o circo é deles, mas os palhaços são os torcedores.